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Manuela Moura Guedes disse, na Comissão Parlamentar de Ética, que José Sócrates ligou ao rei de Espanha a pedir a suspensão do “Jornal de Sexta”. O rei de Espanha, Juan Carlos, é amigo do presidente português, Cavaco Silva, cujo assessor, Fernando Lima, terá acusado os homens de Sócrates de escutar a presidência. O primeiro-ministro, que foi escutado, negou ter falado com Rui Pedro Soares, da PT, sobre o negócio da compra da TVI. Rui Pedro Soares pediu uma providência cautelar para impedir a publicação de escutas telefónicas no semanário Sol. Essas escutas foram retiradas do caso Face Oculta, no qual Armando Vara é arguido. Vara foi ministro de um governo do PS, partido que recebeu o apoio de Luís Figo nas últimas eleições legislativas. No mesmo dia que Figo apoiou publicamente os socialistas, tomando o pequeno-almoço com José Sócrates, assinou um contrato para promover o Tagus Park, contrato que acabou por ser cancelado, recentemente, por Isaltino Morais, presidente da câmara de Oeiras e antigo militante do PSD, que ganhou as eleições autárquicas ao mesmo tempo que era arguido num processo em tribunal. Exactamente aquilo que aconteceu a Valentim Loureiro que, nas escutas do processo Apito Dourado, disse a Pinto da Costa: “Enfim, é preciso algum folclore nesta merda”.


